Mulher envolvida em esquema de desvio de R$ 230 milhões dos cofres públicos de Roraima é presa em Cabedelo, na PB
Viatura da Polícia Civil, na Paraíba Polícia Civil/Divulgação Uma mulher de 64 anos foi presa na manhã desta sexta-feira (6), no bairro de Intermares, em ...
Viatura da Polícia Civil, na Paraíba Polícia Civil/Divulgação Uma mulher de 64 anos foi presa na manhã desta sexta-feira (6), no bairro de Intermares, em Cabedelo, na Grande João Pessoa. Ela foi condenada a oito anos e dois meses de prisão, em regime inicial fechado, por peculato-desvio, em um processo relacionado ao chamado Escândalo dos Gafanhotos, esquema de corrupção que provocou o desvio de mais de R$ 230 milhões dos cofres públicos de Roraima. 🔎 Peculato-desvio é um crime praticado por funcionário público contra a administração pública, previsto no artigo 312 do Código Penal Brasileiro e ocorre quando o servidor público, tendo a posse de dinheiro, valor ou outro bem móvel (público ou particular) em razão do seu cargo, dá a ele uma destinação diferente da correta, em proveito próprio ou de terceiros. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp A prisão foi resultado de uma ação integrada entre as Polícias Civis da Paraíba e de Roraima. A investigação para localizar a condenada foi conduzida pela Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter), de Roraima, que identificou que ela estava morando em Intermares. Após confirmar o endereço, a equipe de Roraima repassou as informações à Polícia Civil da Paraíba. O mandado de prisão definitiva foi cumprido por policiais da Diretoria de Operações (DIOP), com apoio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM Sul). A ordem judicial foi expedida pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Roraima, após o encerramento das possibilidades de recurso. A mulher foi condenada a oito anos e dois meses de reclusão, além do pagamento de 225 dias-multa. Após a prisão, ela foi conduzida à delegacia para os procedimentos legais e deverá ser apresentada ao Poder Judiciário em audiência de custódia. A partir daí, serão adotados os trâmites para o cumprimento da pena. Agora no g1 Escândalo dos Gafanhotos De acordo com a Polícia Civil de Roraima, os desvios de recursos públicos investigados no processo ocorreram entre 2000 e 2002. A ação penal foi proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), e a denúncia foi recebida pela Justiça em 29 de junho de 2007. Em 19 de novembro de 2018, a Justiça Federal proferiu sentença condenatória, estabelecendo a pena de oito anos e dois meses de prisão, em regime inicial fechado. A defesa recorreu, mas, em 23 de maio de 2023, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) negou o recurso e manteve a condenação. Posteriormente, novos recursos foram apresentados, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) não conheceu do agravo em recurso especial. O trânsito em julgado foi certificado em 11 de junho de 2026, quando a condenação se tornou definitiva. Em seguida, a 4ª Vara Federal Criminal expediu o mandado de prisão. O Escândalo dos Gafanhotos foi investigado pela Polícia Federal durante a Operação Praga do Egito, deflagrada em 26 de novembro de 2003. O esquema é considerado um dos maiores casos de corrupção da história de Roraima e envolveu o desvio de mais de R$ 230 milhões em recursos públicos que seriam destinados ao pagamento de aproximadamente 5,5 mil servidores fantasmas. As investigações resultaram em mais de 85 pessoas denunciadas, distribuídas em 52 processos judiciais, e mais de 40 prisões. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba